Quinto elemento
Olhos que traçam curvas no horizonte
Dão o sombreado certo à tela,
A que se descortina, ampla e bela
E se exibe, límpida como a fonte.
E, qual sobejos do quinto elemento,
Mãos que desenham círculos no ar
Mostram-se, dão voltas, asas em par.
Pássaros livres, acasalamento.
Espaço sem dobras, sem dimensão
Ausência do verbo, poesias em véus.
Rimas e versos em vã inspiração.
Um tempo submerso em ondas quânticas,
Moléculas que se agrupam e céus
Que se dizem azuis. Pura semântica!
Nenhum comentário:
Postar um comentário