E vão-se, um a um, se desmanchando,
Declínio de meus sonhos, os mais belos.
Faz parte dessa vida o vil desmando.
Qual pássaros libertos que voando
Sem asas, pois partiram por cutelo,
Em mágicos desvios, arrastando
As cores do arrebol pro amarelo.
Ruem-se ao chão meus halos num comando,
Sem risos, boca pálida em flagelo.
E o pôr-do-sol sem cor não é singelo.
A noite mias quimeras vai levando,
Inúteis meus quereres são-me quando
Só uma saudade morta é o meu anelo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário