O canto da sereia





Sou eu os tons de rosa em teu vermelho,
Teu estado alterado de consciência,
Reflexo bem no fundo lá do espelho
Que ainda põe à prova tua incoerência.

A droga que circula na tua veia
E o assunto que te faz sair do sério.
O canto cego e surdo da sereia,
A que será eterna em seu mistério.

Por ti desconsidero regras várias,
Permeias os meus sonhos mais secretos
E somos um do outro, é lei sumária.

Fartaste minha vida como um deus
E, inspiração nas noites solitárias,
Serei pra sempre a Lira em versos teus.


2 comentários:

Rudá disse...

Magmah,

Por mais que eu o leia, nunca me farto de admirar este que é um dos seus mais belos poemas.

Beijo,

Rudá

Iriene Borges disse...

Esse quero roubar. rs