Crepúsculo dos deuses

A morte crava o chão com os seus dedos,
Arranca-lhe as raízes mais frondosas.
Despencam lá de cima dos rochedos
As árvores tornadas belicosas.

Os ventos, tempestades e os tufões
Provocam numa saga, numa guerra,
Telúricos agitos, combustões,
Mexendo com o equilíbrio dessa Terra.

A água toma conta dos desertos,
A seca racha o solo que era mar
E o inferno vem chegando mais pra perto.

Dos deuses, os sorrisos, um esgar...
Descrentes, pois são sábios, ficam quietos
E deitam-se, esperando o Despertar.

2 comentários:

Rudá disse...

Que nunca se preocupe a minha amada, quando a guerra de confetes substituir a paz das aparentes palavras insanas...

Pois é a abençoada batalha de Iemanjá que chama. E termina sempre em risos e se desfaz em espuma, nas águas e areias de Copacabana.

Beijo, minha Deusa gaúcha!

Vem brincar também!

Rudá

Ft disse...

Puxa puxa!
Confesso. Sou novo nisso...
...e bem parece que você nasceu com a Poesia.
Deveria mostrar ao mundo todas elas.
Porque são tão belas por entre as mais belas... e mais conhecidas.
Você tem o fogo da criação.
E venho aqui, tentar alimentá-lo.
Parabéns pelo blog. É completamente uma delícia.
Abraços!