Dançando com a vida

Seguindo o compasso sonoro e atonal,
Esgrima sem armas... pra frente e pra trás...
Num jogo de corpo, a promessa que jaz
De vida e de morte, começo e final.

São passos pra lá e pra cá, tanto faz,
Apenas um tango, uma valsa, um aval.
Num fogo cruzado e uma ginga fatal,
Vã troca de pernas já não satisfaz.

Desenho de giz é esse brilho fugaz,
Ao som do atabaque, bongô, berimbau,
Nos braços que calam, trançados em paz.

A mão sobre a pélvis, abrindo um portal,
Estouro de fogos e um som pertinaz:
Do olho no olho se faz carnaval...

2 comentários:

Tiago Perretto disse...

Apropriado e essencialmente correto.

Abs!

Iriene Borges disse...

também, muito roubável! rs